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Elton Carvalho: “Previsibilidade ofensiva do JEC reforça a necessidade de melhora no elenco”

A vitória do Criciúma sobre o Joinville, no último minuto do jogo, não chegou a ser uma grande justiça porque o Tigre, assim como o JEC, jogou pouco. No entanto, ao menos, premiou quem insistiu mais. Ao longo dos 90 minutos no Heriberto Hülse, o Tricolor só incomodou os donos da casa na reta final do primeiro tempo. A verdade é que hoje, o Joinville ofensivamente é um time previsível.

Pelo lado direito, não produz nada. Não tem jogadores com capacidade de criarem algo ofensivo – os últimos que jogaram por ali (Eduardo Melo Diego Bispo) só sabem defender. Pelo lado esquerdo, Erick Daltro também tem jogado bem menos do que fez na sua estreia, contra o próprio Criciúma, no turno.

Sem os laterais e com os pontas apagados – Nathan jogou pouco como no sábado e Wellington Rato ainda não disse a que veio – a responsabilidade de criação cai nos pés de Caíque Rodrigo Figueiredo. Os dois têm qualidade, mas dependem dos demais para produzirem. Com Robert ao seu lado, Caíque descolou duas assistências no Estadual. Rodrigo Figueiredo ainda não se achou no time – especialmente na função mais defensiva.

Em termos defensivos, o Joinville foi razoável. Correu mais riscos em razão da expulsão de Eduardo Melo e perdeu o duelo numa bobeira na saída de bola, que causou a falta para Daniel Costa marcar. Ainda assim, passou mais um jogo sofrendo gol neste ano – são 14 das 18 partidas sofrendo gol.

O fato é que está muito claro que o elenco é, sim, limitado. Basta você listar quantos atletas realmente tem rendido. Incontestáveis: Só Jefferson, Leandro Bulhões (que cometeu o erro, que originou o gol de Daniel Costa) e Nathan (que jogou mal as duas últimas partidas). Têm potencial: LuanRobertRodrigo Figueiredo, Caíque Hugo Almeida. Ainda não mostraram o que se espera deles: Erick Daltro, João Ananias Rato. Os demais podem ser reavaliados com tranquilidade, pois não demonstraram ter condição de estarem na Série D. 

Claro que não haverá uma dispensa coletiva dos demais, mas só com estes 11 citados (com oscilações e desempenhos ainda longe do esperado), o Joinville não terá força suficiente para ser protagonista na Série D. Precisa de mais, especialmente com o novo sistema de jogo, que tenta fortalecer a defesa, mas não parece ter força para a se equilibrar em termos de ações ofensivas.

Até a Série D, o Joinville terá um mês para buscar soluções – dentro e fora do elenco. A desclassificação indicou que é preciso mais. Com pouco, o time brigou pela vaga até a penúltima rodada. Se tivesse algo em melhores condições, poderia estar festejando a vaga nesta quarta-feira.

Texto: Elton Carvalho
Imagem: Júlio César Ferreira, JEC

 

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