O NB leva para a decisão a história de um clube fundado em 2021, que atravessou as divisões do futebol amador até chegar à final da elite. O América carrega a força de sua tradição e o resultado de uma reconstrução iniciada após o acesso conquistado no ano passado. Neste sábado (31), as duas trajetórias se encontram na primeira partida da final da Primeirona Pró-Rim 2026.
A bola rola às 15h15, no Estádio da Associação Vila Paranaense, nos Espinheiros, em Joinville. A volta será em 7 de novembro, também às 15h15, no Estádio Olímpico Dr. Sadalla Amin Ghanem, campo do América.
Os finalistas chegam com oito vitórias cada. O América perdeu apenas uma vez em 15 partidas. O NB precisou reverter derrotas nas quartas de final e na semifinal para continuar na disputa.
NB: da Terceirona à decisão da elite
A caminhada do NB começou em 2021. Segundo Carlos Wagner, conhecido como Nego Buja, fundador do clube, o primeiro ano já terminou com acesso à segunda divisão. Com Pingo no comando, a equipe chegou à final da Terceirona, mas ficou com o vice-campeonato diante do Adhemar Garcia.
O novo salto veio em 2024. Com Everto como treinador, o NB conquistou o acesso à Primeirona e disputou outra final, desta vez contra o Pará. Em 2025, a campanha na elite terminou nas quartas de final.
Para 2026, Wagner apostou na manutenção da base e em reforços pontuais. O dirigente conta que procurou Pingo com essa proposta, e o treinador aceitou o desafio de conduzir o grupo.
O resultado é uma final que, para o fundador, representa mais do que a trajetória esportiva do clube. Wagner destaca o orgulho de estar na decisão “representando a zona leste de Joinville” e afirma que o NB é o primeiro time da Vila Paraná a disputar a Primeirona.

Duas reações no mata-mata
O NB terminou a primeira fase em terceiro lugar, com 21 pontos: seis vitórias, três empates e duas derrotas.
Nas quartas, perdeu por 2 a 1 para o Panaguá fora de casa. Na volta, venceu por 1 a 0 e igualou o confronto. A classificação veio nos pênaltis, por 4 a 1.
Na semifinal, o roteiro voltou a exigir reação. Depois da derrota por 1 a 0 em casa para a Sercos, o NB venceu por 3 a 1 no campo adversário e avançou com 3 a 2 no agregado.
A campanha até a decisão soma 15 jogos, oito vitórias, três empates e quatro derrotas, com 25 gols marcados e 15 sofridos.
América: reconstrução e regularidade
O América voltou à primeira divisão depois do acesso em 2025. Segundo Bruno Henrique, do América, em depoimento encaminhado ao Esporte Joinville, apenas cinco atletas daquele elenco permaneceram para esta temporada.
A reformulação teve a participação do diretor Paulo Barbosa, responsável pela chegada do gerente de futebol Freitas, do treinador Teco Fernandes e de sua comissão técnica. Um elenco novo, mas experiente, passou a sustentar o projeto americano.
O objetivo inicial era terminar entre os quatro primeiros. A equipe foi além: encerrou a primeira fase na liderança e invicta, com 23 pontos, seis vitórias e cinco empates.
“O América tem tradição, história e uma camisa de muito peso em Joinville. Sabemos da responsabilidade de representar esse clube, mas mantemos a humildade e os pés no chão”, destaca Bruno Henrique.
“A tradição nos inspira, e cada resultado precisa ser conquistado dentro de campo, com trabalho, união e entrega.”

A única derrota não interrompeu o caminho
Nas quartas de final, o América venceu a ACM/Estacaville por 2 a 0 fora de casa. Mesmo com a derrota por 4 a 3 na volta, garantiu a classificação por 5 a 4 no agregado.
A semifinal reservou o clássico com o Caxias. Após o empate por 1 a 1 no Ernestão, o América venceu por 2 a 1 em casa e confirmou a vaga.
A campanha soma 15 partidas, oito vitórias, seis empates e uma derrota, com 27 gols marcados e 16 sofridos.
O equilíbrio também apareceu no confronto direto da primeira fase. Em 20 de setembro, NB e América empataram por 0 a 0 na Vila Paranaense, na última rodada antes do mata-mata.
“Acredito em uma final aberta, entre dois times que fizeram por merecer estar nessa decisão. Pelas campanhas e pela qualidade dos dois grupos, não vejo favorito”, afirma Bruno Henrique.
“Respeitamos muito o NB e temos confiança no nosso trabalho. Vamos buscar esse título com muita dedicação, humildade e orgulho de representar o América.”
Melhor campanha dá o mando da volta, não vantagem de empate
O América fará o segundo jogo em casa por ter somado mais pontos nas três fases anteriores: 30, contra 27 do NB.
Na final, o regulamento considera primeiro os pontos conquistados nas duas partidas. Em caso de igualdade, vale o saldo de gols do confronto. Persistindo o empate, o campeão será definido nos pênaltis, sem prorrogação.
Portanto, a melhor campanha assegura ao América a possibilidade de decidir diante de sua torcida, mas não representa vantagem de empate para conquistar o título.
Serviço da decisão
- Ida: NB × América, sábado, 31 de outubro, às 15h15.
- Local: Estádio da Associação Vila Paranaense, nos Espinheiros, em Joinville.
- Volta: América × NB, sábado, 7 de novembro, às 15h15.
- Local: Estádio Olímpico Dr. Sadalla Amin Ghanem, no bairro América, em Joinville.
Para o primeiro jogo, Carlos Wagner informa que estão previstos o fechamento da rua lateral pela Guarda Municipal, banheiros químicos e atendimento de bar e cozinha.
Fotos: Álvaro Demétrio (@_demetriofoto), NB; RR Fotografia, América.
Campanhas e serviço conferidos na tabela oficial LJF/FCF. Critérios da decisão nos artigos 7 e 10 do regulamento de 2026.
Fonte: LJF/FCF; entrevistas ao Esporte Joinville