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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

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JEC Futsal

Vitória do Carlos Barbosa revive lembranças amargas para o JEC Futsal

Em Pato Branco, Joinville reviveu o drama de 2023, quando também sofreu um gol nos últimos instantes de uma decisão nacional diante do Atlântico, em Toledo

Equipe do JEC Futsal no pódio da Copa LNF em Pato Branco
Foto: Juliano Schmidt

O futsal é um esporte de detalhes e a imprevisibilidade o torna tão emocionante e apaixonante. Mas, para o torcedor do JEC Futsal, parece que alguns desses detalhes insistem em se transformar em pesadelos. A derrota para o Carlos Barbosa na final da primeira edição da Copa LNF, em Pato Branco, no Paraná, teve um roteiro dolorosamente familiar. Mais uma vez, o Tricolor esteve a poucos segundos de conquistar um título nacional. Mais uma vez, viu a taça escapar diante de uma equipe gaúcha em um ginásio paranaense. E mais uma vez, com o cronômetro se encaminhando para o zero.

O tempo e o cenário mudaram, mas a lembrança é inevitável. Em 2023, na primeira final única da história da Liga Nacional, o Joinville enfrentou o Atlântico, em Toledo, também no Paraná. O placar terminou em 2 a 1 para os gaúchos, que marcaram o gol da vitória quando faltavam apenas nove segundos para o fim da partida.

O calendário avançou três anos, mas o desfecho parece não ter mudado. Outra cidade paranaense, outro adversário gaúcho, outra final nacional e, novamente, um gol nos últimos segundos para transformar a festa que parecia próxima em frustração para o Joinville 

Jogadores do JEC Futsal diante da torcida na decisão da Copa LNF
Foto: Juliano Schmidt

Há ainda um personagem que atravessa as duas histórias e com protagonismo impossível de passar batido. William Bolt é o nome dele. O jogador esteve do outro lado nas duas decisões e, não foi apenas mais um. Em 2023, marcou o gol de empate. Três anos depois pode até não ter balançado a rede e ter visto Renan Fogaça marcar dois mas, novamente, parecia o maestro que regia a equipe gaúcha. Um adversário que parece ter se acostumado a frustrar os planos do JEC Futsal  justamente quando o título está tão perto.

Depois de mais uma decisão perdida nos detalhes, o sentimento era de frustração. Artilheiro, ídolo e jogador com uma identificação como poucos com o Tricolor, Fernando também viveu a derrota de 2023 e reconheceu a semelhança entre os episódios, mas sabe que diferente daquele ano, nesta temporada o trabalho continua e a busca por outros dois títulos segue. 

“É difícil falar. A gente sabe que fez um grande jogo e que as coisas acontecem nos detalhes. A gente sabe que o futsal é assim. Em 2023 a gente já sofreu e agora, de novo. É ter cabeça boa agora e continuar trabalhando porque ainda temos o Catarinense e a Liga para disputar”, disse ainda na quadra onde tudo aconteceu.

Atleta do JEC Futsal com a camisa tricolor na decisão da Copa LNF
Foto: Juliano Schmidt

Pedro Rei que viveu essa sensação do título escapar das mãos quando estava tão próximo também falou sobre o peso do resultado e fez questão de agradecer à torcida que acompanhou a equipe em Pato Branco e a quem ficou em Joinville na torcida.

“Desculpa por não levar esse resultado, mas a gente lutou até o final. E o ano segue e a gente vai se fortalecer muito com isso”, ressaltou.

Atleta do JEC Futsal com o punho erguido na decisão da Copa LNF
Foto: Juliano Schmidt

O discurso de Davi Mendonça foi de reconhecimento à dor, mas também de compromisso. São apenas dez meses de trabalho à frente do JEC Futsal e, neste tempo, dois títulos, duas quedas em semifinais, o vice da Copa LNF e mais duas semifinais que podem terminar em comemoração no Campeonato Catarinense e na Liga Nacional, uma campanha que não à toa colocou o Joinville na primeira prateleira de favoritos em todas as competições. O treinador destacou a dedicação do grupo e prometeu intensificar ainda mais a preparação para os próximos desafios.

“A promessa que eu faço para o torcedor do Joinville é que a gente vai trabalhar 10 vezes mais para chegar em jogos decisivos e não sair com esse sentimento de que alguma coisa aconteceu de forma negativa”, salientou.

O resultado em Pato Branco não apaga o caminho percorrido pelo Tricolor até a decisão, nem o trabalho desenvolvido ao longo da temporada. Mas deixa uma ferida que, para quem viveu a final de 2023, tem um gosto ainda mais amargo. 

Duas finais nacionais, duas cidades paranaenses, dois adversários gaúchos e dois gols sofridos quando o título parecia estar ao alcance das mãos. O JEC Futsal vai ter que transformar mais essa frustração em combustível. Porque a temporada continua, e ainda há batalhas importantes pela frente. Mas, por enquanto, fica a sensação de que, três anos depois, o relógio voltou a ser um adversário difícil de vencer.

Drika Evarini

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