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Momento de renovação após ano atípico para o futebol e futsal feminino

Acostumado a conquistar medalhas, o futebol e futsal feminino passaram em branco o ano de 2017. Nos Joguinhos, ficaram em quarto lugar; nos Jasc, foram eliminados nos play offs. Agora, a modalidade irá passar por renovação, por conta de várias jogadoras completarem à maioridade. Como Joinville ainda não tem estrutura para ter uma equipe adulta, a coordenação das modalidades precisará buscar novas atletas para a sequência do trabalho.

“De fevereiro a março iremos em, no mínimo, 80% das escolas fazer seletiva. Vamos pegar indicação com os professores de educação física, e de cada colégio precisará, pelo menos, uma menina ser selecionada”, informou o coordenador Ivens Almeida.

Time de futsal posa para foto antes da estreia na Olesc (Foto: Reprodução/Facebook)

Só que o desafio é bem maior que esse. Muitas vezes não basta o trabalho de seleção ser bem feito, depende da família e da atleta darem sequência aos treinos e competições, visto que o investimento na modalidade é ainda tímido.

“Muitas desistem porque, por mais que possamos dar passe de ônibus pra muitas, a distância atrapalha. Alguns pais acham que menina andando de ônibus sozinha é complicado. E, como treinamos no Floresta, às vezes a rotina da menina com o treino também não ajuda”, relata Ivens.

  • Desempenho individual foi destaque

Se no coletivo, os resultados foram aquém dos outros anos, o desempenho individual de algumas atletas chamou a atenção da comissão técnica da seleção brasileira.

“Eu tive quatro atletas convocadas para a seleção, em todas as categorias – Sub-17, Sub-20 e adulto. Se coletivamente nosso resultado ficou abaixo, o ponto positivo de 2017 foram às convocações”, conta.

Tatiane (quinta da esquerda para a direita – agachada) a serviço da seleção brasileira (Foto: Divulgação)

As joinvilenses Tatiane Oliveira, Ana Carolina (Sub-17); Emanuele (Sub-20); e a Paloma (adulta) vestiram a amarelinha.

  • Retorno à competição estadual

Um fato histórico foi escrito pelo futebol de campo de Joinville em 2017. A modalidade voltou a disputar o campeonato estadual, na categoria adulta, com o Fluminense do Itaum.

“Em 2008, o JEC disputou a primeira edição da competição, mas encerrou as atividades no ano seguinte. Em 2011, foi a vez do Tauros e o Audax, mas desde então não tínhamos representantes da cidade no campeonato”, informa o coordenador.

Joinville foi representado no Campeonato Estadual de Futebol feminino pelo Fluminense

  • Meta para alavancar a modalidade

Para 2018, o projeto tende a ter um crescimento considerável. “A nossa meta é triplicar o número de atletas treinando conosco”, revela Ivens. Nos últimos dois anos as modalidades (futsal e futebol) não ganharam muitos adeptos, e com as meninas subindo de idade, não poderão mais participar dos Joguinhos.

“Nossa categoria 2001 e 2002 é muito pobre de atletas. Vamos sofrer na categoria Joguinhos ano que vem. Então, pra não passarmos mais por isso, no subir de 20 a 30 meninas treinando com a gente hoje, queremos passar para no mínimo 80 meninas treinando com a gente ano que vem”.

As competições para 2018 também estão sendo traçadas pela coordenação. “Pretendemos voltar a jogar a Federação de Futsal Sub-17, onde jogamos a última vez em 2014 e fomos vice-campeões. E voltar a jogar as competições escolares”.

  • Promessa de craque

Juliana Zeferino tem apenas 10 anos e irá passar a treinar com a equipe da pré-Olesc a partir do ano que vem. “Conheço o pai e a família dela. Desde os sete anos ela treinar e joga com meninos”, informa o coordenador da modalidade. O treino com meninos se dá por conta de ser escasso uma escolinha de futsal feminino na cidade. Mas pra quem acha que jogar com meninos a deixou acanhada, está enganado. “Ela é muito coordenada, sabe os fundamentos, tem habilidade, entende o jogo. Sabe tudo que fazer na quadra. Continua treinando com os meninos, e ganhando tudo que participa”. Apesar dos 10 anos, Juliana já irá integrar o time com atletas de 12 e 13 anos.

  • Como é gerenciado o futsal e futebol feminino em Joinville

As modalidades são dirigidas por Ivens Almeida, por meio da Sesporte (Secretaria de Esportes), com treinos para atletas de 12 à 17 anos. Ao completar a maior idade, as jogadoras são indicadas  para outros clubes ou acabando optando por não dar sequência na carreira.

“A gente faz um trabalho de formação. Não temos alto nível no futebol, infelizmente. Quando estouram a idade Sub-18 nós encaminhamos para outras equipes, porque temos bons contatos. Mas algumas não querem sair da cidade e acabam largando ou atuando em times de torneios eventuais dentro da cidade”, revela Ivens.

Para as Olimpíadas Estudantil Catarinense (Olesc) – de 13 a 16 anos – e Joguinhos – de 14 a 18 anos -, a rotina de treinos é frequente – durante todo o ano. Mas como a cidade não possui time adulto, pouco tempo antes de uma competição sem classificação mínima e máxima de idade, como o Jasc (Jogos Abertos de Santa Catarina), Ivens vai atrás dessas meninas com quem já atuou.

“A gente monta o time meses antes. Convidamos algumas meninas mais ‘velhas’, mas a base é o nosso time de Joguinhos e Olesc”.

O “carro chefe” do trabalho em Joinville é o futebol de campo. “O futsal vai na ‘onda’ do futebol”, revela Ivens. Por conta disso, o time de futsal é quase todo formado pelas meninas que também atuam no campo.

  • Apoiadores e patrocinadores

O futebol e futsal feminino de Joinville têm o incentivo de Comercial Agrícola Polzin Ltda, Ciser, Hacasa Empreendimentos Imobiliários, Sesporte, Clínica Motivar, Sani Centro de Fisioterapia, Sport Center, Fibra Cirúrgica, Academia Santo Antônio, Panificadora Ki-Cuca, Kminski Sports e Assessoritec.

Fotos: Divulgação/Redes Sociais/Arquivo Pessoal
Texto: Thiago Borges

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