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Fugindo do padrão, presidente do JEC garante fortalecimento da base e quer terceirização do futebol

“O Joinville tem uma saída no momento, que é acreditar naquilo que ele tem de mais importante, que é a base”. Com essa frase o presidente do Joinville, Vilfred Schapitz, iniciou a entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (4), na Arena. Esgotado com os investimentos e fracassos dentro de campo nos últimos anos, o mandatário também quer mudanças significativas na gestão do clube, terceirizando o futebol.

A ideia é criar uma extensão do CNPJ apenas para o futebol, separando as contas. Com isso, a pasta passaria a ser gerida de forma independente, como é com o futsal, mas repassando um porcentagem dos lucros e prestando à instituição.

– Já conversei hoje de manhã com “um” jurídico e isso é legal. É a única solução, porque assim abrirá possibilidade de uma empresa ou pessoa física investir no clube.

Agora, o projeto será levado ao Conselho Deliberativo, onde precisará ser aprovado para sair do papel. A alternativa levantada pelo presidente manteria as dívidas que o clube tem atualmente – ações trabalhistas, fornecedores, imposto e empréstimos – sendo honradas com as receitas da Timemania, sócios, mensalidade dos conselheiros e placas.

Elenco e Copa Santa Catarina

Indo contra o modelo utilizado nos últimos anos, Vilfred garantiu que o Joinville utilizará a equipe sub-20 na Copa Santa Catarina.

– O dinheiro que tínhamos para gastar com o futebol já gastamos. Temos 22 atletas profissionalizados na base, que correspondem a uma folha salarial de R$ 60 mil por mês. É hora deles! O Santos e o Athlético-PR são modelos que eu acompanho e dão certo. O time fica mais identificado com a cidade.

Com a medida, o clube deve economizar R$ 1.2 milhão até o fim do ano. Para a próxima temporada, a intenção, ainda, é criar um time sub-23, aumentando ativos e amadurecimento os jovens para subirem ao profissional.

Instituto da Base

Uma possibilidade real é ver as categorias de formação do Tricolor caminhando com as próprias pernas nos próximos meses. O JEC utilizará a extensão o CNPJ que antes pertencia a loja Toca do Coelho, para gerir as contas da pasta.

Com isso, a diretoria já estão indo atrás de empresas que queiram colaborar com R$ 5 mil mensais no setor. O objetivo é chegar ao número de 30 parceiros para que a base consiga se manter com sua arrecadação própria.

– Se os empresários desta cidade não tiverem R$ 5 mil para doarem 30 cotas às categorias de base, aí temos que fechar mesmo.

– Confira a entrevista coletiva na íntegra:

Texto: Thiago Borges

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