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Elton Carvalho: “JEC pode evoluir com novo comando, mas depende de defesa mais sólida e afastamento de lideranças negativas”

O Joinville deixou escapar diante do Metropolitano uma vitória que se construía tranquila no primeiro tempo. Criou mais chances, envolveu o adversário e sofreu poucos sustos (praticamente nenhum na primeira etapa). Fez 1 a 0 e poderia ter marcado mais. No entanto, a segunda etapa expôs um dos principais problemas do time nesta temporada: o sistema defensivo. Se com apenas três dias, Danilo Portugal conseguiu dar outra cara ao JEC em termos de criação de jogadas e troca de posições no ataque, na defesa o auxiliar técnico pouco mudou da era de Zé Teodoro.

Arêz, por exemplo, fez uma péssima partida. Mal no apoio, pior na marcação. No segundo tempo, o Metropolitano passou a jogar com Bruninho bem aberto no lado esquerdo para explorar os problemas de marcação do camisa 2. Além disso, faltou uma cobertura para o lateral – deveria ser de Caíque, mas o meia não tem a característica de ser rápido na recomposição.

A partir da entrada de Arence, o Metrô cresceu e chegou ao gol justamente numa jogada de Bruninho sobre Arêz. A bola chegou a Arence, que passou por Leandro Bulhões e cruzou. Daltro falhou na dividida, Marlon não chegou e a bola cruzou a área novamente justamente nas costas de Arêz. Gol do Metropolitano.

O Joinville, que vinha bem ofensivamente, se perdeu após o gol. Criou algumas oportunidades em bolas paradas e na velocidade de Baianinho. Não marcou. No fim, pressionado pela torcida, se perdeu psicologicamente e quase saiu derrotado. O problema psicológico, por sinal, se reflete nas palavras do capitão da equipe, o zagueiro Marlon.

Ele está longe de ser uma liderança técnica – devido aos erros consecutivos durante este Estadual. Nesta sexta, mostrou que está longe também de ser uma liderança comportamental. Ao ser questionado a respeito dos pedidos de raça, disse que “ninguém pediria raça se o time tivesse ganho”. Por fim, emendou um “Vão cag… no mato”. Fora das quatro linhas, o volante Clécio se envolveu numa confusão com um conselheiro do clube. Teve de ser segurado. Ou seja, há muita gente desequilibrada no elenco.

O pior que tanto Marlon quanto Clécio são jogadores que já atuaram com Zé Teodoro e vieram indicados pelo ex-comandante. Assim como o capitão do ano passado, Michel Schmöller, que era o “cara” de Rogério Zimmermann em 2017. Voltou à Arena, ironizou alguns torcedores e ainda cobrou o clube pelos salários atrasados – na verdade, já até acionou o Joinville judicialmente.

Ele não está errado de cobrar o que lhe é de direito. O problema talvez foi a falta de humildade de ao menos reconhecer que ficou em dívida com o torcedor e com o próprio clube (instituição), afinal, ele foi um dos grandes protagonistas do rebaixamento à Série D.

O que se conclui a partir do jogo desta sexta é que o Joinville pode evoluir sob um novo comando (mesmo interino) como mostrou em termos ofensivos. Mas terá de se reforçar na defesa e construir um sistema sólido até a Série D. O time foi vazado em dez dos 13 jogos. Com uma defesa tão frágil, não vai a lugar algum, como aconteceu na Série C do ano passado. Pelo menos, há tempo para fazer as correções.

A última conclusão é de que o clube precisa parar de depender de indicações de seus treinadores para reforçar seu elenco. Os exemplos estão aí: nem Marlon, nem Clécio, muito menos Schmöller. Nenhum dos “caras” dos ex-técnicos mostrou condição ser uma liderança para o clube. Por que insistir então num erro tão repetido nos últimos anos?

Por falar nisso, depois da noite de sexta-feira, numa gestão séria de futebol, tanto Marlon quanto Clécio estariam com os dias contados no clube.

Texto: Elton Carvalho
Imagem: Júlio César Ferreira, JEC

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