Diego Souza, técnico do Joinville, recebeu uma suspensão de 360 dias e multa de R$ 20 mil no Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC), nesta terça-feira (3), no processo relacionado ao uso de uma licença falsa de treinador. Cabe recurso da decisão.
Durante o julgamento, Diego apresentou sua versão sobre a obtenção do documento. O treinador contou que ainda era jogador quando foi procurado pelo ex-atleta argentino Alejandro Mancuso, que teria oferecido uma licença especial em razão de sua trajetória no futebol.
Segundo Diego, a proposta foi apresentada como uma possibilidade de trabalhar após encerrar a carreira nos gramados. Ele afirmou que Mancuso mencionou outras pessoas que já haviam obtido a documentação pelo mesmo caminho.
Questionado sobre a existência de algum motivo para desconfiar da autenticidade do diploma, Diego negou.
“Eu jamais desconfiaria de uma situação dessa. E eu jamais entraria numa situação dessa, por tudo que o futebol me deu”, declarou.
O treinador disse que a confiança estava ligada à trajetória de Mancuso, que atuou no futebol brasileiro e defendeu a seleção argentina.
Ao responder sobre sua reação quando soube que o documento poderia ser irregular, Diego afirmou ter comunicado a situação à CBF.
“Eu me sinto até envergonhado com essa situação toda, mas eu mandei um e-mail pra CBF na mesma hora, alegando que poderia ter caído num golpe”, relatou.
Entenda o caso
O processo está ligado à investigação sobre a comercialização de licenças falsas atribuídas à Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA), envolvendo Mancuso. Diego sustenta que foi enganado e que acreditava na autenticidade da documentação.
O registro do treinador foi cancelado pela CBF no início de outubro. No dia 23 daquele mês, o TJD-SC determinou uma suspensão preventiva de 30 dias. Durante aquele período, Diego continuou participando dos treinamentos, enquanto o auxiliar Raphael Bahia assumiu o comando do Joinville à beira do campo.
A punição anunciada nesta terça-feira é passível de recurso.