Zona de rebaixamento, lanterna. A fase do Joinville respiga negativamente para todos os lados, inclusive no maior artilheiro do clube desde a saída do atacante Lima, o maior goleador da história do Coelho. Com apenas dois gols na Série C, Rafael Grampola também não está imune e se tornou um dos jogadores contestados pelo torcedor do time que não vence há sete jogos.
Em entrevista à reportagem nesta quinta-feira, dia 7, no CT, o jogador fez um apelo ao torcedor. Salientando as diversas dificuldades enfrentadas por jogadores do Joinville, Grampola alertou que a pressão está atrapalhando o clima e que pode interferir no desempenho do time em campo.
Não é fácil ficar no Joinville. É uma pressão muito grande. Faz um ano que estou aqui e nunca vi o estádio cheio. Quando cheguei aqui, ouvi falar que eram 10 mil torcedores por jogo. Eu sei que a situação não está boa. Já mudou treinador, mudou diretoria e jogador. Acho que está na hora de o torcedor mudar um pouco e acolher o time.

Sem entrar em detalhes, Grampola comentou sobre bastidores que acontecem no Joinville, salientando a dificuldade para permanecer no clube. Pedindo um carinho extra do torcedor, o atacante – artilheiro da Série C no último ano – entende que a compreensão das arquibancadas está aquém do desejado.
Ninguém sabe o que acontece aqui, nem a imprensa, somente jogadores. O quanto a gente renuncia para estar aqui. O que eu peço é que o torcedor tenha um pouco mais de carinho pelo Joinville. Não é pelo jogador, não.
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Texto: Gabriel Fronzi
Foto: Beto Lima/ JEC.com.br
Vídeo: Gabriel Fronzi