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sábado, 19 de setembro de 2026

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JEC Futsal

JEC Futsal enfrenta o Vélez Camaquã por vaga na final da primeira Copa LNF

Tricolor chega a Camaquã para disputar uma vaga na decisão da primeira edição da Copa LNF, uma semana após se despedir da Taça Brasil na semifinal

Jogadores do JEC Futsal reunidos em comemoração.

Uma semana após a eliminação na semifinal da Taça Brasil, o JEC Futsal já tem pela frente outra oportunidade de chegar a uma decisão nacional. Neste sábado (19), às 21h, o Tricolor enfrenta o Vélez Camaquã, no Rio Grande do Sul, pela semifinal da Copa LNF. Em jogo único, quem vencer avança à final da competição, que é disputada pela primeira vez nesta temporada.

A novidade no calendário do futsal brasileiro também significa uma oportunidade inédita para o JEC Futsal colocar seu nome na história como o primeiro campeão da Copa LNF. O desafio aparece poucos dias depois da campanha no Ceará, onde o Tricolor venceu quatro dos cinco jogos que disputou e terminou eliminado pelo Traipu na semifinal da Taça Brasil.

Agora, a equipe precisa transformar rapidamente a frustração em resposta dentro de quadra e encara um adversário que também chega de uma eliminação recente.

O Vélez Camaquã deixou a LNF Silver na última sexta-feira (11), justamente em casa. Diante de um ginásio lotado, perdeu por 3 a 2 para o Sport no jogo de volta das quartas de final. Com o empate do jogo em Recife, a derrota diante do torcedor encerrou a participação do time gaúcho na competição.

A campanha, porém, marcou a participação da equipe na também primeira edição da LNF Silver. Na fase de classificação, a equipe terminou na sexta colocação, com 24 pontos, e avançou aos playoffs. Contra o Sport, apesar dos dois jogos equilibrados, o empate em Recife e a derrota por apenas um gol no jogo de volta acabou com o sonho do acesso à LNF Cresol.

O mando de quadra é um dos elementos que podem pesar na semifinal. O Vélez volta a jogar no Wadislau Niemxeski depois de ter levado um grande público ao ginásio na despedida da LNF Silver. E um ginásio duro para os adversários. Para quem é de Joinville, ele lembra, e muito, o Ivan Rodrigues. A proximidade da torcida com a quadra transforma o ambiente em um verdadeiro caldeirão.

O JEC, por outro lado, terá de voltar a atuar fora de casa depois de uma sequência intensa de competições e viagens.

Se o contexto recente é de duas equipes tentando reagir a uma eliminação, o histórico do confronto apresenta números favoráveis ao Tricolor. JEC Futsal e Vélez Camaquã se enfrentaram três vezes na história, com duas vitórias catarinenses e um empate. São 11 gols marcados pelo Tricolor em uma média de 3,7 por partida, contra cinco sofridos, que dá uma média de 1,7.

Na atual Copa LNF, o time do técnico Davi Mendonça também chega à semifinal invicto. A campanha começou com vitória por 7 a 4 sobre o Blumenau. Depois, o Tricolor empatou em 3 a 3 com o Chopinzinho e garantiu a classificação ao vencer a prorrogação por 1 a 0. Nas quartas de final, derrotou o São Caetano por 4 a 1. Em todas as fases, jogou longe do torcedor.

São 15 gols marcados pelo Joinville até aqui na competição, contando o gol da prorrogação contra o Chopinzinho. E Fernando aparece como o principal goleador, com quatro gols. O problema é que o ala não estará em Camaquã. Ele sofreu uma lesão no pé durante a Taça Brasil e ficará de fora dos compromissos do JEC em setembro.

Atleta do JEC Futsal durante uma partida

Sem Fernando, a artilharia tricolor na Copa LNF fica mais distribuída. Dieguinho e Luisinho têm dois gols cada, enquanto Kevin, Pedro Rei, Alves, Gui, Xuxa e Rafael Henmi marcaram uma vez. Rufino, que também balançou as redes na competição, se transferiu para o Sporting. Apesar de ter apenas um gol na competição, Pedro Rei é o vice-artilheiro do time na temporada. O camisa 19 já balançou as redes adversárias 28 vezes.

A ausência do artilheiro aumenta a necessidade de o JEC encontrar diferentes caminhos para o gol. E o time tem mostrado capacidade para isso, afinal, marcou pelo menos quatro vezes em cada uma das três partidas disputadas na Copa LNF, considerando também o gol da prorrogação contra o Chopinzinho.

Atleta do JEC Futsal conduzindo a bola

Por outro lado, os números também apontam para um ponto de atenção. O Tricolor sofreu oito gols nos três confrontos da competição, incluindo quatro na estreia contra o Blumenau e três diante do Chopinzinho. Em uma semifinal de jogo único e fora de casa, diminuir os espaços e controlar os momentos de pressão pode ser tão importante quanto manter a capacidade de criação ofensiva. E se tem uma equipe capaz de suportar a pressão e minimizar o impacto adversário é o JEC de Davi Mendonça. Na temporada, a equipe sofreu 77 gols em 45 partidas, ou seja, menos de dois gols por jogo. Enquanto isso, na quadra de ataque, foram 211 gols marcados, uma média superior a 4,6 por partida.

Do outro lado, o Vélez chega embalado pelo ambiente de sua casa e pela experiência recente de um mata-mata equilibrado. A equipe mostrou competitividade na primeira edição da LNF Silver e, mesmo eliminada pelo Sport, chegou à última rodada das oitavas de final precisando de uma vitória simples para avançar.

Portanto, o confronto traz à quadra duas equipes em momentos diferentes de suas temporadas, mas com um ponto em comum: ambas vêm de eliminações recentes e agora têm a oportunidade de responder dentro de quadra. Para o JEC Futsal, a semifinal também representa a possibilidade de disputar a primeira final da história da Copa LNF pouco depois de conquistar a Copa do Brasil.

Drika Evarini

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