Uma semana após a eliminação na semifinal da Taça Brasil, o JEC Futsal já tem pela frente outra oportunidade de chegar a uma decisão nacional. Neste sábado (19), às 21h, o Tricolor enfrenta o Vélez Camaquã, no Rio Grande do Sul, pela semifinal da Copa LNF. Em jogo único, quem vencer avança à final da competição, que é disputada pela primeira vez nesta temporada.
A novidade no calendário do futsal brasileiro também significa uma oportunidade inédita para o JEC Futsal colocar seu nome na história como o primeiro campeão da Copa LNF. O desafio aparece poucos dias depois da campanha no Ceará, onde o Tricolor venceu quatro dos cinco jogos que disputou e terminou eliminado pelo Traipu na semifinal da Taça Brasil.
Agora, a equipe precisa transformar rapidamente a frustração em resposta dentro de quadra e encara um adversário que também chega de uma eliminação recente.
O Vélez Camaquã deixou a LNF Silver na última sexta-feira (11), justamente em casa. Diante de um ginásio lotado, perdeu por 3 a 2 para o Sport no jogo de volta das quartas de final. Com o empate do jogo em Recife, a derrota diante do torcedor encerrou a participação do time gaúcho na competição.
A campanha, porém, marcou a participação da equipe na também primeira edição da LNF Silver. Na fase de classificação, a equipe terminou na sexta colocação, com 24 pontos, e avançou aos playoffs. Contra o Sport, apesar dos dois jogos equilibrados, o empate em Recife e a derrota por apenas um gol no jogo de volta acabou com o sonho do acesso à LNF Cresol.
O mando de quadra é um dos elementos que podem pesar na semifinal. O Vélez volta a jogar no Wadislau Niemxeski depois de ter levado um grande público ao ginásio na despedida da LNF Silver. E um ginásio duro para os adversários. Para quem é de Joinville, ele lembra, e muito, o Ivan Rodrigues. A proximidade da torcida com a quadra transforma o ambiente em um verdadeiro caldeirão.
O JEC, por outro lado, terá de voltar a atuar fora de casa depois de uma sequência intensa de competições e viagens.
Se o contexto recente é de duas equipes tentando reagir a uma eliminação, o histórico do confronto apresenta números favoráveis ao Tricolor. JEC Futsal e Vélez Camaquã se enfrentaram três vezes na história, com duas vitórias catarinenses e um empate. São 11 gols marcados pelo Tricolor em uma média de 3,7 por partida, contra cinco sofridos, que dá uma média de 1,7.
Na atual Copa LNF, o time do técnico Davi Mendonça também chega à semifinal invicto. A campanha começou com vitória por 7 a 4 sobre o Blumenau. Depois, o Tricolor empatou em 3 a 3 com o Chopinzinho e garantiu a classificação ao vencer a prorrogação por 1 a 0. Nas quartas de final, derrotou o São Caetano por 4 a 1. Em todas as fases, jogou longe do torcedor.
São 15 gols marcados pelo Joinville até aqui na competição, contando o gol da prorrogação contra o Chopinzinho. E Fernando aparece como o principal goleador, com quatro gols. O problema é que o ala não estará em Camaquã. Ele sofreu uma lesão no pé durante a Taça Brasil e ficará de fora dos compromissos do JEC em setembro.

Sem Fernando, a artilharia tricolor na Copa LNF fica mais distribuída. Dieguinho e Luisinho têm dois gols cada, enquanto Kevin, Pedro Rei, Alves, Gui, Xuxa e Rafael Henmi marcaram uma vez. Rufino, que também balançou as redes na competição, se transferiu para o Sporting. Apesar de ter apenas um gol na competição, Pedro Rei é o vice-artilheiro do time na temporada. O camisa 19 já balançou as redes adversárias 28 vezes.
A ausência do artilheiro aumenta a necessidade de o JEC encontrar diferentes caminhos para o gol. E o time tem mostrado capacidade para isso, afinal, marcou pelo menos quatro vezes em cada uma das três partidas disputadas na Copa LNF, considerando também o gol da prorrogação contra o Chopinzinho.

Por outro lado, os números também apontam para um ponto de atenção. O Tricolor sofreu oito gols nos três confrontos da competição, incluindo quatro na estreia contra o Blumenau e três diante do Chopinzinho. Em uma semifinal de jogo único e fora de casa, diminuir os espaços e controlar os momentos de pressão pode ser tão importante quanto manter a capacidade de criação ofensiva. E se tem uma equipe capaz de suportar a pressão e minimizar o impacto adversário é o JEC de Davi Mendonça. Na temporada, a equipe sofreu 77 gols em 45 partidas, ou seja, menos de dois gols por jogo. Enquanto isso, na quadra de ataque, foram 211 gols marcados, uma média superior a 4,6 por partida.
Do outro lado, o Vélez chega embalado pelo ambiente de sua casa e pela experiência recente de um mata-mata equilibrado. A equipe mostrou competitividade na primeira edição da LNF Silver e, mesmo eliminada pelo Sport, chegou à última rodada das oitavas de final precisando de uma vitória simples para avançar.
Portanto, o confronto traz à quadra duas equipes em momentos diferentes de suas temporadas, mas com um ponto em comum: ambas vêm de eliminações recentes e agora têm a oportunidade de responder dentro de quadra. Para o JEC Futsal, a semifinal também representa a possibilidade de disputar a primeira final da história da Copa LNF pouco depois de conquistar a Copa do Brasil.
